Autor: JM-Diogo
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O Lego® de Buenos Aires
Quando as crianças argentinas brincam com Lego, os estudantes têm McBooks e os desportistas garrafas Stanley. Quando comprar deixa de ser um ato de resistência e se transforma numa banalidade, isso é… revolucionário. O entusiasmo argentino por Lego importado, computadores da Apple e garrafas Stanley não é um detalhe pitoresco de consumo: é um sinal…
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Slop. Como os erros de IA podem ajudar a ciência em língua portuguesa
O “slop” científico — em português lixo, prosa oca, ou entulho científico — não é apenas um acidente: é um alarme. E, como todo alarme, só faz sentido se alguém decidir ouvi-lo antes de o ignorar por incômodo. O avanço do chamado AI slop — textos científicos mal escritos ou mal fundamentados produzidos com ajuda…
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Por que portugueses e brasileiros vivem melhor do que acreditam
Vivemos melhor do que contamos — e desconfiamos do país como se ele fosse sempre um outro distante. Entre Portugal e Brasil, essa fissura repete-se com uma naturalidade inquietante. Lido a partir do eixo atlântico, o ensaio no The Economist deixa de ser apenas um texto sobre felicidade e passa a funcionar como espelho histórico.…
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A politização do Fed é a oportunidade silenciosa do Pix
Quando a política invade a autoridade monetária, o dinheiro aqamuda de natureza — e a infraestrutura passa a falar mais alto do que a moeda.
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Que NATO (OTAN) sem os Estados Unidos ?
Quando os Estados Unidos começam a recuar do seu papel de garante absoluto da segurança europeia, a geografia política do mundo muda de nome. O que durante décadas foi pensado como Atlântico Norte passa a exigir uma leitura mais ampla: Atlântico, sem adjetivos, sem tutela automática. Nesse deslocamento, novas responsabilidades emergem para o Sul —…
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O que pensar do I.C.E. ?
A democracia não colapsa quando a bala é disparada. Ela colapsa quando a morte passa a caber num discurso administrativo. A manchete de hoje do Financial Times aponta para uma fratura interna no Partido Republicano, algo raro quando se trata de Donald Trump. O enquadramento é poderoso: bandeiras americanas em primeiro plano, frio extremo, multidão…
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Tânia Maria. Aos 79 na primeira pagina do NY times
Aos 79 anos, uma atriz brasileira desmonta o star system global não com performance, mas com presença. O mundo chama isso de novidade porque desaprendeu a reconhecer o tempo como valor. Há algo de radical no facto de o mundo descobrir uma atriz brasileira aos 79 anos — e ainda chamar isso de novidade. O…
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Quem fica com o pub quando ele deixa de ser de todos?
Os pubs ingleses ensinam uma lição que o Brasil já aprendeu: valores comunitários não se preservam com salvadores ocasionais, mas com leis de incentivo capazes de transformar dinheiro privado em interesse público. Há uma leitura mais inteligente — e mais justa — para a crise dos pubs ingleses. Eles não precisam ser resgatados por milionários…
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O Ártico deixou de ser margem para se tornar centro
O Ártico não está a aquecer apenas no termómetro: está a ferver na geopolítica. A disputa em torno da Gronelândia não é excentricidade diplomática nem bravata eleitoral. É o sinal mais visível de que o mapa do poder global está a ser redesenhado onde antes só havia gelo, silêncio e cooperação científica. O que está…