A vida dos olhos 

Diógenes era simples, mas seus olhos eram extraordinários. Pareciam conter todas as cores do mundo, e ele via a vida que ninguém mais conseguia entender.

As crianças adoravam ouvir as histórias que contava. Sentadas sob uma grande árvore, elas se deixavam levar pelos relatos de coisas que se faziam mágicas.

Uma manhã, com o sol mal nascendo, Diógenes chamou as crianças. “Hoje, vou contar pra vocês a história da vida dos olhos,” disse ele com um sorriso enorme.

As crianças se acomodaram, prontas sem saber. Ele começou: “Há muito tempo, os olhos não viam só o que estava na frente. Eles viam as lembranças, os sonhos e as esperanças. Enxergavam as risadas escondidas nos momentos simples e as lágrimas nos silêncios.”

Os olhos de Diógenes brilhavam sempre enquanto ele falava; e naquele instante todos os olhares podiam dialogar entre si. Conversavam sem palavras, se entendiam em um idioma de luzes e cores.

Então, a menina de olhos claros — tão claros quanto os rios quando nascem — perguntou: “E hoje, o que nossos olhos veem?”

Ele a olhou com ternura e respondeu num suspiro: “Hoje, nossos olhos sabem”.

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