Autor: JM-Diogo

  • Diálogos Ambíguos

    Diálogos Ambíguos

    Entre o humor e a delicadeza, Diálogos Ambíguos transforma frases ouvidas ao acaso em pequenas epifanias visuais — um livro em que o cotidiano fala baixo, mas diz tudo. Em Diálogos Ambíguos, o designer gráfico Felipe Taborda e o artista mexicano Alejandro Magallanes criam um pequeno milagre editorial: um livro que fala sem dizer e…

  • Soneto do Rio que Chove

    Soneto do Rio que Chove

    O rio que chove  lágrimas da terra,ergue do chão pranto adormecido;na luz, evapora o dorido gemidoque à noite volta e a chuva encerra. Cada gota é lembrança que se enterra,eco da vida em ciclo repetido;o céu, de sombra lume dividido,bebe do rio o sal da antiga guerra. E o homem, que se crê senhor do…

  • “El Peso” quer dançar de novo

    “El Peso” quer dançar de novo

    O jornal global anunciou o improvável: o peso argentino voltou a subir, os títulos públicos valorizaram e Javier Milei saiu das eleições de meio de mandato com o mercado aos seus pés. Por um instante, a Argentina pareceu respirar. O país que vive entre crises e esperanças assistiu ao milagre econômico mais efêmero do mundo:…

  • Amazonas

    Amazonas

    Eu já respirava antes mas ainda não tinha visto o rio não tem sabor o ar que dele sopra  todos os dias uma hora mais tarde    concreto giro e safo de costas viradas penso:  a margem  é a cidade do progresso  que não desejo ignorante inspiro procuro o Boto  mas só encontro  o riso  de mim Macapá…

  • Moldávia: encruzilhada entre promessas e regressos

    Moldávia: encruzilhada entre promessas e regressos

    A eleição na Moldávia não decide apenas um governo: define qual narrativa prevalecerá no coração do continente. Quer triunfe o PAS, partido pró-europeu da presidente Maia Sandu, quer avance o Bloco dos Patriotas, alinhado a Moscovo, o país enfrentará consequências que extravasam as fronteiras nacionais. Se o PAS vencer, a promessa é de continuidade no…

  • Os dados que faltam

    Os dados que faltam

    Geoffrey Hinton, um dos pais da inteligência artificial, afirmou recentemente que a tecnologia “vai tornar a maioria das pessoas mais pobres”. A frase circulou como presságio, mas não como análise. Falta o dado que a sustente. O que significa “maioria”? Sessenta por cento da população mundial? Oitenta? Em quanto tempo? Dez anos? Uma geração? O…

  • Sete noites, sete nomes

    Sete noites, sete nomes

    Sete noites cabem num corpo como sete nomes não ditos. A pessoa chega com uma mala pequena, um espelho de bolso, dois frascos de perfume — um cítrico, outro amadeirado — e a certeza inédita de que, pela primeira vez, vai dormir uma semana inteira na mesma cama. O colchão range como um barco amarrado.…

  • Quando a morte deixa de ser humana

    Quando a morte deixa de ser humana

    A questão que ninguém ousou levantar no funeral de Charlie Kirk é simples: como pode uma sociedade procurar identidade política no lugar onde só deveria existir interpretação humanística? A cerimônia em Phoenix, com Donald Trump abraçado pela viúva em lágrimas, converteu a dor privada em espetáculo coletivo. O estádio lotado, as camisetas com slogans e…

  • O tempo cabe dentro de uma vida

    O tempo cabe dentro de uma vida

    Quando quando a Avó Raymunda atravessa mais de um século sem perder a ternura, ela não é apenas memória viva: é lição de futuro. O Brasil, país jovem que envelhece rápido, tem diante de si a missão de aprender com suas Vós Raymundas — não para admirar de longe, mas para transformar em política pública…