A AfD venceu quase metade da Saxónia-Anhalt, mas ficou a três lugares do poder. O cordão sanitário pode travá-la hoje e alimentá-la amanhã.
Na noite eleitoral em Magdeburgo, Tino Chrupalla anunciou um “claro mandato para governar”. Os números pareciam autorizá-lo: a Alternativa para a Alemanha obteve 43,8% dos votos, mais do dobro de 2021, e reduziu a CDU a 17,2%. Mas a aritmética escreveu outra frase. A AfD conquistou 39 dos 83 lugares — três abaixo da maioria absoluta — e nenhum outro partido aceita uma coligação com ela.
A pergunta já não é se a extrema-direita venceu. Venceu. A pergunta é o que significa vencer sem conseguir governar.

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