Autor: JM-Diogo

  • O futuro começa onde a língua cria lugar

    O futuro começa onde a língua cria lugar

    Há festivais que se limitam a ocupar uma data no calendário; outros, mais raros, mudam a respiração de uma cidade. Mesmo de uma grande, como é João Pessoa. O FliParaíba pertence a essa segunda família. Talvez porque tenha entendido que literatura não é apenas reunião de autores, mas um acontecimento simbólico — um pacto silencioso…

  • Se, uma vez, num festival, seis palavras ao acaso

    Se, uma vez, num festival, seis palavras ao acaso

    Há histórias que não começam num lugar, mas num vocábulo. Não têm personagens, têm respirações que se condensam numa única palavra — e essa palavra, quando dita, cria o corpo que a carrega. Eles viajam sem destino nenhum. Não por desorientação, mas por liberdade. O destino, para eles, seria uma espécie de muro — demasiado…

  • Se Deus nos chamar

    Se Deus nos chamar

    O céu desce devagar sobre os olhos.É um livro aberto em plena luz, Cada nuvem uma página em brancoarte que respira antes de nascer. Entre Lisboa e São Paulo. Coimbra suspende, Lá, aprendem que o futuro não se espera. Morrem. E entre as sílabas de um sábado e a árvore mais sozinha do mundo, quando…

  • Um ritmo que cura

    Um ritmo que cura

    Corre o homem,mas não foge.Corre para caber no mundosem perder o corpo. Entre palmeiras que vigiam o céue nuvens que escrevem presságios em azul,ele passa. Um risco vivo no mosaico da cidade. João Pessoa não corre por medo,corre por lucidez.Aqui, o mar é pulmão,o vento é um médico antigo,e as ruas ensinam respiração. Há outros…

  • Inteligência artificial. Quando a Europa hesita, quem lucra?

    Inteligência artificial. Quando a Europa hesita, quem lucra?

    A guerra da inteligência artificial não se vence apenas com algoritmos; vence-se com poder económico, infraestrutura e velocidade política. E, neste momento, enquanto a Europa afina parágrafos do AI Act, os Estados Unidos e a China avançam sem pedir licença. Não é coincidência: sempre que Bruxelas trava, alguém fora de Bruxelas acelera. A hesitação europeia…

  • Your sky is my poem

    Your sky is my poem

    Your sky is my poem Recife suspended,breathing in blue. Your art ascending an hidden tide,a shimmer day triesbut never fully learns. My books drifting pages folding into birds,carrying the quiet weightof what must change. It gathers not loud,but tidal,our pulseto its origin. I remainas the shore doesforever alteredby what I see. My poem is your…

  • Eu sou artista ?

    Eu sou artista ?

    Ali, no ponto em que a pagina se curva e interrompe a imagem, revela-se uma verdade silenciosa: tudo o que importa permanece inacabado. É nesse limite que a arte vive. Na falha. No intervalo onde o mundo ainda não tem nome. Ontem, ao encontrar Gabriel Wickbold, percebi que ele próprio é essa dobra iluminada: uma…

  • A falta de luz que se vê

    A falta de luz que se vê

    Quando a luz se apaga,as coisas respiram.O invisível acende-se por dentro —e o que chamamos sombraé apenas o realsem disfarce. É sempre no escuro que o mundo ensina o seu contorno.

  • Diálogos Ambíguos

    Diálogos Ambíguos

    Entre o humor e a delicadeza, Diálogos Ambíguos transforma frases ouvidas ao acaso em pequenas epifanias visuais — um livro em que o cotidiano fala baixo, mas diz tudo. Em Diálogos Ambíguos, o designer gráfico Felipe Taborda e o artista mexicano Alejandro Magallanes criam um pequeno milagre editorial: um livro que fala sem dizer e…